
A Companhia de Habitação do Paraná, juntamente com outras secretarias de Estado, vai atuar junto às comunidades quilombolas com a construção de até 800 casas em todo o Estado. A primeira parte do projeto prevê a construção de 200 moradias, além de escolas e grupos de estudos nas áreas da saúde, da criança e da juventude, meio ambiente e agricultura. A Cohapar começa a construção das casas pela comunidade João Surá, em Adrianópolis, o Quilombo mais antigo do Paraná e um dos mais antigos do Brasil.
As casas das comunidades quilombolas hoje são, em sua maioria, de pau-a-pique, sem condições de higiene e muito precárias. “Juntamos os esforços para um foco de ação nas antigas comunidades quilombolas do Estado. São negros e descendentes de escravos que há cerca de 150 anos estão nos mesmos espaços e praticamente abandonados”, declarou o governador Roberto Requião.
“O Governo do Paraná avança socialmente no momento em que o governador determina uma série de ações de desenvolvimento humano e de promoção social das famílias remanescentes dos antigos Quilombos. E não é só o trabalho de reconhecimento e regularização fundiária, mas um trabalho de melhoria da qualidade de vida com a edificação de moradias e promoção humana e social destas comunidades”, disse o presidente da Cohapar, Rafael Greca.
A previsão é que sejam construídas até 800 unidades habitacionais, em quatro etapas. As casas terão 54 metros quadrados e serão construídas de acordo com os estudos feitos por técnicos da Cohapar auxiliados pelo grupo Clóvis Moura, criado pelo governo do Paraná em 2005 com o objetivo de integrar as comunidades com o Governo. O grupo faz o levantamento da população quilombola, verifica as necessidades e as encaminha para as secretarias estaduais.
Segundo Greca, o projeto contempla os “habitus” sociais formados pelo englobamento simbólico da casa colonial pelas diversas etnias africanas possibilitando, assim, a reprodução das socialidades que caracterizam estas comunidades. Para a execução das casas, haverá uma complementação com verbas da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) para a construção de módulos sanitários, água e esgotamento sanitário. “O programa em favor da população quilombola é um programa de terra, cidadania, justiça social e qualidade de vida”, afirmou Greca.
RESULTADOS – As Secretarias que vão atuar junto às comunidades quilombolas prestarão contas de suas ações em toda última segunda-feira do mês, após a reunião do Mãos Limpas. “É um projeto de inclusão social, para tirar dessa situação de baixíssimo índice de desenvolvimento humano as comunidades que existem no Paraná”, afirmou Requião.
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