
O governador Roberto Requião determinou nesta terça-feira (20), durante a reunião semanal da Escola de Governo, que a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) dê prioridade ao desenvolvimento de um programa habitacional para catadores de materiais recicláveis. O pedido foi feito durante assinatura de decreto que vai destinar todo o lixo reciclável das secretarias e repartições públicas do Paraná às cooperativas de catadores.
O decreto do Governo do Paraná se baseada no decreto federal n.º 5.940/2006, que institui a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta e sua destinação às associações e cooperativas dos catadores de materiais recicláveis. O Paraná foi o primeiro estado do País a aderir ao decreto.
“Com esta atitude, o governador Roberto Requião faz valer o mote do seu discurso de posse. Este governo tem lado: o lado do povo. A Cohapar está pronta para montar um amplo programa metropolitano de habitação para os catadores de papel de Curitiba, das 25 cidades da Grande Curitiba e do Litoral”, disse o presidente da Cohapar, Rafael Greca.
“A Cohapar já tem um projeto pronto, chamado de \'Rua da Democracia\', entre a Estrada da Graciosa e a Vila Zumbi dos Palmares, em Colombo, inclusive com a possibilidade de construção de um barracão de reciclagem. Nas quatro áreas que terão recursos do PAC na Grande Curitiba — Piraquara (Guarituba), Campo Magro, Pinhais e Colombo — já existem projetos de barracões de reciclagem. Agora, com os novos recursos da Secretaria de Planejamento, certamente o Paraná fará um programa de desenvolvimento humano a servir de exemplo para o País”, acrescentou.
Requião também determinou que o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e a Secretaria de Industria e Comércio formulem projetos para aumentar o valor dos produtos reciclados.
Antes da assinatura do decreto, Waldomiro Pereira da Luz, representante no Paraná do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Reciclados, que atuou como carrinheiro durante nove anos, agradeceu à iniciativa do governador Requião e fez um apelo pela classe.
“Agradeço ao presidente Lula e à coragem e dignidade do nosso governador ao assinar este decreto, que reduz a marginalização do trabalho dos catadores de material reciclável. Mas preciso lembrar que além desta conquista também precisamos de habitação, de casa para morar”, falou.
CATEGORIA COMEMORA - Manoel Chagas, 63 anos, há cinco atuando como catador de material reciclável, comemorou a conquista. “Ganho cerca de um salário-mínimo por mês, sustento uma família de seis pessoas e pago 150 reais de aluguel. Para mim, este momento é impressionante. Nosso governador tem uma coragem fabulosa de nos defender e agir em prol dos catadores. Estou muito emocionado”, comemorou.
Marcelo Fanini, 20 anos, contou que nasceu num carrinho de coleta de papel igual ao que usa para ganhar o sustento da família, hoje. “Não conheço outra profissão e não sei viver de outra forma. Este momento é muito especial, pois além de termos uma profissão marginalizada ganhamos pouco pelo que trabalhamos. Mal dá para pagar os 150 reais de aluguel”, disse.
A coordenadora do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Reciclados no Paraná, Marilza Aparecida de Lima, explicou que há cerca de 15 mil carrinheiros apenas na Grande Curitiba. Para eles, a Cohapar vai realizar um seminário em 8 de fevereiro — o evento é parte do programa Ação Cooperar.
“É um evento destinado aos catadores de papel e aos representantes dos órgãos públicos para discutir a implementação do decreto. O Ação Cooperar é um programa que fornece suporte de cidadania para os segmentos mais necessitados da população, como é o caso dos catadores”, explicou o diretor de Relações Institucionais e Comunitárias da Cohapar, Doático Santos.
“A Cohapar vai promover essa reunião porque é uma instituição de promoção do desenvolvimento social. Com sensibilidade social, a empresa pretende atuar como articuladora entre os órgãos da administração estadual”, disse Greca.
COMITÊ DE INCLUSÃO — Durante a Escola de Governo, o governador criou o Comitê Estadual de Inclusão Social dos Catadores de Materiais Recicláveis. O objetivo é garantir condições dignas de vida e trabalho aos trabalhadores. O comitê será composto por representantes da Casa Civil e das secretarias da Educação, Saúde, Trabalho, Emprego e Promoção Social, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Meio Ambiente, Criança e Juventude e Desenvolvimento Urbano.
As associações e cooperativas deverão estar cadastradas na Secretaria do Trabalho ou no Fórum Estadual do Lixo e Cidadania para recolher o material da administração pública estadual. Além disso, devem ser constituídas exclusivamente por catadores que tenham a atividade como única fonte de renda, precisam possuir infraestrutura para realizar a triagem e a classificação dos resíduos e apresentar sistema de rateio do faturamento entre os associados.
O decreto do Governo do Paraná se baseada no decreto federal n.º 5.940/2006, que institui a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta e sua destinação às associações e cooperativas dos catadores de materiais recicláveis. O Paraná foi o primeiro estado do País a aderir ao decreto.
“Com esta atitude, o governador Roberto Requião faz valer o mote do seu discurso de posse. Este governo tem lado: o lado do povo. A Cohapar está pronta para montar um amplo programa metropolitano de habitação para os catadores de papel de Curitiba, das 25 cidades da Grande Curitiba e do Litoral”, disse o presidente da Cohapar, Rafael Greca.
“A Cohapar já tem um projeto pronto, chamado de \'Rua da Democracia\', entre a Estrada da Graciosa e a Vila Zumbi dos Palmares, em Colombo, inclusive com a possibilidade de construção de um barracão de reciclagem. Nas quatro áreas que terão recursos do PAC na Grande Curitiba — Piraquara (Guarituba), Campo Magro, Pinhais e Colombo — já existem projetos de barracões de reciclagem. Agora, com os novos recursos da Secretaria de Planejamento, certamente o Paraná fará um programa de desenvolvimento humano a servir de exemplo para o País”, acrescentou.
Requião também determinou que o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e a Secretaria de Industria e Comércio formulem projetos para aumentar o valor dos produtos reciclados.
Antes da assinatura do decreto, Waldomiro Pereira da Luz, representante no Paraná do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Reciclados, que atuou como carrinheiro durante nove anos, agradeceu à iniciativa do governador Requião e fez um apelo pela classe.
“Agradeço ao presidente Lula e à coragem e dignidade do nosso governador ao assinar este decreto, que reduz a marginalização do trabalho dos catadores de material reciclável. Mas preciso lembrar que além desta conquista também precisamos de habitação, de casa para morar”, falou.
CATEGORIA COMEMORA - Manoel Chagas, 63 anos, há cinco atuando como catador de material reciclável, comemorou a conquista. “Ganho cerca de um salário-mínimo por mês, sustento uma família de seis pessoas e pago 150 reais de aluguel. Para mim, este momento é impressionante. Nosso governador tem uma coragem fabulosa de nos defender e agir em prol dos catadores. Estou muito emocionado”, comemorou.
Marcelo Fanini, 20 anos, contou que nasceu num carrinho de coleta de papel igual ao que usa para ganhar o sustento da família, hoje. “Não conheço outra profissão e não sei viver de outra forma. Este momento é muito especial, pois além de termos uma profissão marginalizada ganhamos pouco pelo que trabalhamos. Mal dá para pagar os 150 reais de aluguel”, disse.
A coordenadora do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Reciclados no Paraná, Marilza Aparecida de Lima, explicou que há cerca de 15 mil carrinheiros apenas na Grande Curitiba. Para eles, a Cohapar vai realizar um seminário em 8 de fevereiro — o evento é parte do programa Ação Cooperar.
“É um evento destinado aos catadores de papel e aos representantes dos órgãos públicos para discutir a implementação do decreto. O Ação Cooperar é um programa que fornece suporte de cidadania para os segmentos mais necessitados da população, como é o caso dos catadores”, explicou o diretor de Relações Institucionais e Comunitárias da Cohapar, Doático Santos.
“A Cohapar vai promover essa reunião porque é uma instituição de promoção do desenvolvimento social. Com sensibilidade social, a empresa pretende atuar como articuladora entre os órgãos da administração estadual”, disse Greca.
COMITÊ DE INCLUSÃO — Durante a Escola de Governo, o governador criou o Comitê Estadual de Inclusão Social dos Catadores de Materiais Recicláveis. O objetivo é garantir condições dignas de vida e trabalho aos trabalhadores. O comitê será composto por representantes da Casa Civil e das secretarias da Educação, Saúde, Trabalho, Emprego e Promoção Social, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Meio Ambiente, Criança e Juventude e Desenvolvimento Urbano.
As associações e cooperativas deverão estar cadastradas na Secretaria do Trabalho ou no Fórum Estadual do Lixo e Cidadania para recolher o material da administração pública estadual. Além disso, devem ser constituídas exclusivamente por catadores que tenham a atividade como única fonte de renda, precisam possuir infraestrutura para realizar a triagem e a classificação dos resíduos e apresentar sistema de rateio do faturamento entre os associados.
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